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6.º Grau — Modos, cifras, notas estranhas e acordes de 7.ª

Modos gregos, análise com números romanos, notas estranhas, acordes de 7.ª e cifras (ii–V–I), pentatónicas, frases e períodos.

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1Os modos gregos✓ concluída

Em uma frase: Tocando só notas naturais a partir de cada grau obtêm-se sete modos: jónio (Dó), dórico (Ré), frígio (Mi), lídio (Fá), mixolídio (Sol), eólio (Lá), lócrio (Si). Cada um tem uma nota característica.

Passo a passo

  1. Parta de cada nota natural e toque oito teclas brancas: o desenho de T e mT muda porque os meios-tons Mi–Fá e Si–Dó calham em sítios diferentes.
  2. Modos «maiores» (3.ª Maior): jónio; lídio (4.ª aumentada); mixolídio (7.ª menor).
  3. Modos «menores» (3.ª menor): eólio; dórico (6.ª Maior); frígio (2.ª menor); lócrio (5.ª diminuta).
  4. Ouça e sinta a cor: lídio luminoso, mixolídio «popular», dórico sério, frígio sombrio.

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Na pauta

Exemplo em pauta
Mi a Mi (naturais): modo frígio.
Exemplo em pauta
Lá a Lá (naturais): modo eólio.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

O modo com 3.ª menor e 6.ª Maior é…

O modo de Si, com 5.ª diminuta, é o…

💡 Truque para memorizar: Ordem das notas de partida Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si → «Jónio Dórico Frígio Lídio Mixolídio Eólio Lócrio» — «Já Dei Fruta Lá Meu Elefante Louco».

O modo com 4.ª aumentada característica é o:

✘ A marca do dórico é a 6.ª Maior em contexto menor.
✘ O frígio distingue-se pela 2.ª menor logo à cabeça.
✘ O mixolídio é o «maior com 7.ª menor» — a 4.ª mantém-se justa.
✔ Lídio (Fá a Fá): a 4.ª Fá–Si é aumentada.

O modo mixolídio pode descrever-se como:

✘ Menor com 6.ª Maior é o DÓRICO.
✘ Maior com 4.ª aumentada é o LÍDIO.
✘ Menor com 2.ª menor é o FRÍGIO.
✔ É uma escala maior cujo 7.º grau está abaixado (Sol a Sol: Fá natural).
Resumo da secção
  • 7 modos = escala natural a partir de cada grau.
  • Maiores: jónio, lídio (♯4), mixolídio (♭7).
  • Menores: eólio, dórico (6.ª M), frígio (♭2), lócrio (♭5).

2Modos transpostos e comparação✓ concluída

Em uma frase: Qualquer modo pode começar em qualquer nota, desde que se mantenha o desenho de tons e meios-tons. Comparar modos vizinhos (dórico vs eólio, maior vs mixolídio) treina o ouvido para a nota característica.

Passo a passo

  1. Escreva o desenho do modo (dórico: T mT T T T mT T).
  2. Aplique-o a partir da nova tónica e acrescente as alterações necessárias (Sol dórico: Sol Lá Si♭ Dó Ré Mi Fá Sol).
  3. Atalho: o modo transposto usa a armação da escala maior «mãe» — Sol dórico tem as notas de Fá Maior, porque o dórico é o 2.º grau da maior.
  4. Compare pares: dórico/eólio diferem no 6.º grau; maior/mixolídio no 7.º; maior/lídio no 4.º.

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
Sol Maior (Fá#) vs. Sol mixolídio (Fá natural): diferem no 7.º grau.
Exemplo em pauta
Ré dórico (Si natural) vs. Ré eólio (Si♭): diferem no 6.º grau.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Lá frígio tem como alteração…

Dó lídio distingue-se de Dó Maior por…

💡 Truque para memorizar: «Cada modo é a escala maior de outra tónica»: dórico = 2.º grau, frígio = 3.º, lídio = 4.º, mixolídio = 5.º, eólio = 6.º — encontre a maior «mãe» e herde a armação.

Sol dórico contém:

✘ Fá# pertence a Sol Maior; o dórico pede 3.ª menor — logo Si♭, e nenhum sustenido.
✘ Si♭ e Mi♭ juntos dão Sol menor natural (eólio); o dórico guarda o Mi natural (6.ª Maior).
✘ Fá# e Dó# são as alterações de Ré Maior; a partir de Sol dariam o modo lídio.
✔ Estrutura do dórico a partir de Sol: Sol–Lá–Si♭–Dó–Ré–Mi–Fá–Sol (6.ª Maior: Mi natural).

Dórico e eólio distinguem-se:

✘ O 2.º grau é igual nos dois modos (2.ª Maior).
✘ O 7.º também coincide: ambos têm 7.ª menor.
✘ A tónica pode ser a mesma (Ré dórico vs. Ré eólio) — a diferença mora noutro grau.
✔ O dórico tem 6.ª Maior; o eólio (menor natural), 6.ª menor.
Resumo da secção
  • Manter o desenho de T/mT a partir da nova tónica.
  • Armação = a da escala maior mãe.
  • Pares: dórico/eólio (6.º), maior/mixolídio (7.º), maior/lídio (4.º).

3Análise com números romanos✓ concluída

Em uma frase: Cada acorde cifra-se com o número romano do grau — maiúsculas para maiores (I, IV, V), minúsculas para menores (ii, iii, vi), ° para diminutos (vii°). No menor harmónico: i ii° III+ iv V VI vii°.

Passo a passo

  1. Determine a tonalidade e a fundamental do acorde (reordene em 3.as).
  2. Conte o grau da fundamental na escala: Sol em Fá Maior = 2.º grau.
  3. Classifique a tríade e escolha a caixa: maior → maiúsculas; menor → minúsculas; diminuta → minúsculas + °; aumentada → maiúsculas + +. Sol–Si♭–Ré é menor → ii.
  4. No modo menor (harmónico): i, ii°, III+ (aumentado), iv, V (maior, pela sensível), VI, vii°.

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Na pauta

Exemplo em pauta
Em Lá menor: i – iv – V – i (o Sol# do V vem da forma harmónica).
Exemplo em pauta
Em Dó Maior: vi – IV – V – I.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Em Ré Maior, o acorde Si–Ré–Fá♯ cifra-se…

No menor harmónico, o acorde do 3.º grau é…

💡 Truque para memorizar: «Grande para maior, pequeno para menor, bolinha para diminuto, mais para aumentado.»

Em Fá Maior, o acorde Sol–Si♭–Ré cifra-se:

✘ Maiúsculas reservam-se aos acordes MAIORES; Sol–Si♭–Ré é menor.
✘ O V de Fá Maior é Dó–Mi–Sol — outra fundamental.
✘ vii° seria Mi–Sol–Si♭, o diminuto sobre a sensível.
✔ É o 2.º grau e é menor → minúsculas: ii.

No modo menor harmónico, o acorde do 5.º grau é:

✘ Menor ficaria com a escala NATURAL — sem sensível, a dominante perde a força.
✘ Diminuto, no menor harmónico, é o vii°, não o v.
✘ Aumentado é o III+ da harmónica (Dó–Mi–Sol# em lá menor).
✔ A sensível elevada torna o V maior — é isso que dá força à dominante no modo menor.
Resumo da secção
  • Romano = grau da fundamental.
  • Maiúsculas maior; minúsculas menor; ° dim.; + aum.
  • Menor harmónico: i ii° III+ iv V VI vii°.

4Notas estranhas à harmonia✓ concluída

Em uma frase: Notas estranhas são notas que não pertencem ao acorde do momento; classificam-se por como entram e saem: passagem, bordadura, escapada, retardo, antecipação, apogiatura.

Passo a passo

  1. Identifique o acorde e a nota que não lhe pertence.
  2. Veja como entra: por grau conjunto ou por salto; preparada (já soava, ligada) ou atacada.
  3. Veja como sai: por grau (para onde?) ou por salto.
  4. Classifique com a tabela: passagem segue em frente, bordadura volta, escapada salta, retardo desce depois de preparado, antecipação chega cedo, apogiatura ataca no tempo forte e resolve por grau.
NotaEntraSai
Passagempor graupor grau, para outra nota
Bordadurapor graupor grau, de volta à mesma
Escapadapor graupor salto
Retardopreparada (ligada)por grau descendente
Antecipaçãograu ou saltofica: é nota do acorde seguinte
Apogiaturaatacada no tempo fortepor grau

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
Nota de passagem: Ré entre Dó e Mi.
Exemplo em pauta
Bordadura superior: Mi–Fá–Mi.
Exemplo em pauta
Escapada: entra por grau, sai por salto.
Exemplo em pauta
Retardo 4–3: o Fá mantido resolve em Mi.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Nota que entra por grau e sai por salto é…

Uma nota mantida do acorde anterior que resolve descendo é…

💡 Truque para memorizar: «Passa e segue, borda e volta, escapa e salta, retarda e desce, antecipa e fica, apoia e resolve.»

Uma nota que sai da real por grau conjunto e regressa à mesma nota é uma:

✘ A nota de passagem segue EM FRENTE para outra nota real; esta regressa à mesma.
✘ A escapada sai por grau mas foge por SALTO — não volta à origem.
✘ A antecipação chega cedo à nota SEGUINTE; a bordadura volta à mesma nota.
✔ A bordadura «orna» a nota real e volta a ela; a passagem segue para outra nota real.

O retardo resolve tipicamente:

✘ Subir por salto quebraria a suavidade que define o retardo.
✘ Repetir-se era ficar preso à dissonância — o retardo existe para resolver.
✘ A enarmonia muda a escrita, não resolve dissonância nenhuma.
✔ Preparação → suspensão (dissonância) → resolução descendente por grau (ex.: 4–3, 7–6).
Resumo da secção
  • Classificar pela entrada e pela saída.
  • Passagem, bordadura, escapada: entram por grau.
  • Retardo preparado; apogiatura atacada; antecipação adiantada.

5Tipos de acorde de 7.ª✓ concluída

Em uma frase: Um acorde de 7.ª é uma tríade mais uma 7.ª. Combinando o tipo de tríade com o tipo de 7.ª obtêm-se os cinco principais: 7.ª Maior, 7.ª da dominante, 7.ª menor, meio-diminuto e 7.ª diminuta.

Passo a passo

  1. Classifique a tríade de baixo (Maior, menor, diminuta).
  2. Meça a 7.ª entre a fundamental e a nota de cima (Maior = 5½ tons, menor = 5, diminuta = 4½).
  3. Combine: M + 7M = 7.ª Maior; M + 7m = dominante; m + 7m = menor; dim + 7m = meio-diminuto; dim + 7dim = 7.ª diminuta.
  4. Ouça da mais suave (7.ª Maior) à mais tensa (7.ª diminuta).
AcordeTríade7.ªExemplo
7.ª MaiorMMDó–Mi–Sol–Si
7.ª da dominanteMmSol–Si–Ré–Fá
7.ª menormmRé–Fá–Lá–Dó
Meio-diminutodimmSi–Ré–Fá–Lá
7.ª diminutadimdimSi–Ré–Fá–Lá♭

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
Ré–Fá–Lá–Dó: 7.ª menor.
Exemplo em pauta
Mi♭–Sol–Si♭–Ré: 7.ª Maior.
Exemplo em pauta
Si–Ré–Fá–Lá: meio-diminuto.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Fá–Lá–Dó–Mi é…

Mi–Sol–Si♭–Ré é…

💡 Truque para memorizar: «Primeiro a tríade, depois a sétima»: dois passos, cinco acordes.

O acorde meio-diminuto é constituído por:

✘ Tríade diminuta + 7.ª DIMINUTA é o acorde de 7.ª diminuta completo (°7).
✘ Menor + 7.ª menor é o m7 vulgar — sem 5.ª diminuta.
✘ Maior + 7.ª menor é a 7.ª da dominante.
✔ Só a 7.ª o distingue da 7.ª diminuta (que tem 7.ª diminuta).

Dó–Mi–Sol–Si é um acorde de:

✘ A 7.ª da dominante teria Si♭ (7.ª MENOR); aqui o Si é natural.
✘ 7.ª menor exigiria também a 3.ª menor (Mi♭).
✘ A diminuta precisaria de 5.ª diminuta (Sol♭) e de 7.ª diminuta.
✔ Tríade Maior + 7.ª Maior (Dó–Si) = 7.ª Maior (maj7).
Resumo da secção
  • Tríade + 7.ª.
  • M+M maj7; M+m dominante; m+m menor; dim+m meio-dim.; dim+dim diminuta.
  • Medir a 7.ª entre fundamental e topo.

6Escalas pentatónicas✓ concluída

Em uma frase: A pentatónica tem cinco sons e nenhum meio-tom: a maior (Dó Ré Mi Sol Lá) e a sua relativa menor (Lá Dó Ré Mi Sol) — a escala das melodias populares e da improvisação.

Passo a passo

  1. Parta da escala maior e retire o 4.º e o 7.º graus (as notas que criavam os meios-tons): Dó Ré Mi Sol Lá.
  2. Confirme: só tons e 3.as menores — nenhum meio-tom, nenhum trítono.
  3. Pentatónica menor: comece no 6.º grau da maior: Lá Dó Ré Mi Sol.
  4. Ouça: soa «aberta»; qualquer ordem de notas soa bem — é por isso que se improvisa com ela.

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
Pentatónica maior de Dó.
Exemplo em pauta
Pentatónica menor de Lá.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

A pentatónica maior de Sol é…

A pentatónica menor relativa de Fá pentatónica maior (Fá Sol Lá Dó Ré) começa em…

💡 Truque para memorizar: «Tire o 4 e o 7 da escala maior» — e repare: a partir de Fá♯, sobram exatamente as teclas pretas do piano.

Quantos meios-tons contém a pentatónica maior?

✘ Nem um sequer: a pentatónica evita o Fá e o Si, os responsáveis pelos meios-tons.
✘ Dois meios-tons tem a escala DIATÓNICA (Mi–Fá e Si–Dó); a pentatónica removeu-os.
✘ Três nunca: até a escala maior completa só tem dois.
✔ Só tons e 3.as menores — é o que lhe dá o carácter «aberto».

A pentatónica menor de Lá é:

✘ Lá–Si–Dó–Mi–Fá tem meios-tons (Si–Dó e Mi–Fá) — a pentatónica não os admite.
✘ Lá–Dó–Mi–Fá–Sol inclui o Fá, que cria o meio-tom Mi–Fá.
✘ Essas notas pertencem à pentatónica de Ré Maior; a menor de Lá pede Dó e Sol naturais.
✔ Relativa da pentatónica maior de Dó, começada em Lá.
Resumo da secção
  • 5 sons, sem meios-tons.
  • Maior: escala maior sem 4.º e 7.º.
  • Menor: começa no 6.º grau da maior.

7Cifras de acordes e a progressão ii–V–I✓ concluída

Em uma frase: Aos cinco acordes de 7.ª junta-se o menor com 7.ª Maior — m(maj7) — e fica completo o vocabulário das cifras; a progressão ii–V–I (Dm7–G7–Cmaj7 em Dó) é a frase mais repetida da música tonal e do jazz.

Passo a passo

  1. Leia a cifra por camadas: letra, m, 7 / maj7 / ♭5 / °. Cm(maj7) = Dó–Mi♭–Sol–Si.
  2. Ligue às funções: ii (m7) prepara, V (7) tensiona, I (maj7) repousa.
  3. Transponha o ii–V–I para qualquer tom: 2.º grau, 5.º grau, 1.º grau — em Fá: Gm7 – C7 – Fmaj7.
  4. Ouça a linha de baixos: desce por 5.as (Ré → Sol → Dó).

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
Três acordes de 7.ª sobre Dó: Cm(maj7), Cmaj7 e Cm7 — repare na 3.ª e na 7.ª.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

ii–V–I em Sol Maior é…

A cifra Am(maj7) contém…

💡 Truque para memorizar: «ii–V–I = preparar, tensionar, repousar»; os baixos caem por quintas.

O acorde Cm(maj7) é constituído por:

✘ Maior + 7.ª Maior é o Cmaj7 — sem o «m» de menor.
✘ Menor + 7.ª menor é o Cm7 vulgar; o (maj7) avisa que a 7.ª é MAIOR.
✘ Diminuta + 7.ª menor é o meio-diminuto, cifrado m7(♭5).
✔ Dó–Mi♭–Sol (menor) + Si natural (7.ª M): é o 6.º tipo de acorde de 7.ª.

Em Dó Maior, a progressão ii–V–I com sétimas escreve-se:

✘ Em7–A7–Dmaj7 é um ii–V–I… de RÉ Maior.
✘ Fm7–B♭7–E♭maj7 é o ii–V–I de Mi♭ Maior.
✘ Dm7–F7–Cmaj7 falha o V: a dominante de Dó é G7, não F7.
✔ ii = Ré (Dm7), V = Sol (G7), I = Dó (Cmaj7) — a progressão mais comum do repertório.
Resumo da secção
  • m(maj7): tríade menor + 7.ª Maior.
  • ii–V–I: Dm7 – G7 – Cmaj7 (em Dó).
  • Baixos descem por 5.as.

8Frases, períodos e forma de arco✓ concluída

Em uma frase: A música organiza-se como a linguagem: motivo → frase (≈ 4 compassos) → período (antecedente em suspenso + consequente conclusivo). Formas de base: A, AB, ABA e a forma de arco ABCBA.

Passo a passo

  1. Motivo: a célula mínima reconhecível (poucas notas).
  2. Frase: ideia completa, tipicamente 4 compassos, terminada numa cadência.
  3. Período: antecedente (meia cadência, «pergunta») + consequente (cadência perfeita, «resposta»).
  4. Formas: uma parte (A), binária (AB), ternária (ABA), arco (ABCBA — espelho em torno de C).

Ouvir os conceitos

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Um período tem tipicamente…

O esquema A–B–A é…

💡 Truque para memorizar: «Motivo é a palavra, frase é a frase, período é o parágrafo.» Arco: leia de trás para a frente e dá o mesmo.

Num período musical típico, o antecedente e o consequente distinguem-se porque:

✘ A velocidade não define frases — ambas seguem o mesmo andamento.
✘ O modo não muda por regra; o que muda é a cadência final de cada frase.
✘ Antecedente e consequente equilibram-se justamente por terem a MESMA dimensão.
✔ Pergunta e resposta: a 1.ª frase fica em aberto, a 2.ª fecha o período.

O esquema ABCBA designa a forma:

✘ O rondó insiste no refrão: A–B–A–C–A — o A volta sempre.
✘ A sonata organiza-se por exposição–desenvolvimento–reexposição, não por letras em espelho.
✘ Binária é só A–B: duas secções e ponto final.
✔ As secções regressam em espelho em torno do centro C — forma de arco (ou em ponte).
Resumo da secção
  • Motivo → frase → período.
  • Antecedente suspende; consequente conclui.
  • A, AB, ABA, ABCBA.