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5.º Grau — Dominante, cadências, ritmo e ornamentos

O V7 e as cadências (perfeita vs. imperfeita), as oito claves e o transporte à vista, síncopa/contratempo/anacrusa, ornamentos, modulação, instrumentos e vozes.

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1O acorde de 7.ª da dominante (V7)✓ concluída

Em uma frase: O acorde de 7.ª da dominante (V7) é a tríade maior do 5.º grau mais uma 7.ª menor; contém o trítono sensível–7.ª, que «puxa» para a tónica.

Passo a passo

  1. Construa: em Dó Maior o V é Sol–Si–Ré; junte a 7.ª a partir de Sol: Fá. V7 = Sol–Si–Ré–Fá.
  2. Encontre o trítono: Si–Fá (4.ª aumentada / 5.ª diminuta) — é a tensão do acorde.
  3. Resolva: Si (sensível) sobe meio-tom para Dó; Fá (7.ª) desce por grau para Mi.
  4. Reconheça noutros tons: tríade Maior + 7.ª menor é sempre um V7 — Dó–Mi–Sol–Si♭ é o V7 de Fá Maior.

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Na pauta

Exemplo em pauta
V7 de Dó Maior (Sol–Si–Ré–Fá): o Si sobe para Dó e o Fá desce para Mi.
Exemplo em pauta
Dó–Mi–Sol–Si♭: é o V7 de Fá Maior.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

O V7 de Sol Maior é…

No V7, a sensível…

💡 Truque para memorizar: «V7: tríade maior + sétima menor — e o trítono lá dentro é a mola que salta para a tónica.»

O V7 é formado por:

✘ Tríade M + 7.ª M é o acorde de 7.ª MAIOR (maj7) — típico do I e do IV, não do V.
✘ Menor + 7.ª menor é o acorde de 7.ª menor (o ii7, por exemplo).
✘ Diminuta + 7.ª menor é o meio-diminuto — o acorde do vii.
✔ Tríade Maior com 7.ª menor — combinação exclusiva do 5.º grau na tonalidade.

Na resolução do V7, a 7.ª:

✘ Quem sobe é a SENSÍVEL (para a tónica); a 7.ª faz o caminho descendente.
✘ Manter-se deixava a dissonância por resolver — o ouvido ficava pendurado.
✘ Saltar para a tónica é privilégio do baixo (Sol→Dó); a 7.ª resolve por grau conjunto.
✔ A 7.ª resolve descendo (Fá→Mi em Dó M); a sensível sobe (Si→Dó).
Resumo da secção
  • V7 = V maior + 7.ª menor.
  • Trítono sensível–7.ª = tensão.
  • Sensível sobe, 7.ª desce.

2Cadências✓ concluída

Em uma frase: As cadências são a pontuação da música: perfeita (V–I, ponto final), plagal (IV–I, o «amém»), interrompida (V–vi, uma surpresa) e meia cadência (…V, uma vírgula).

Passo a passo

  1. Olhe para os dois últimos acordes da frase e cifre-os.
  2. V–I = perfeita (conclusiva, com sensível).
  3. IV–I = plagal (conclusiva mas suave, sem sensível — o «amém» dos hinos).
  4. V–vi = interrompida (engana a expectativa); repouso em V = meia cadência (suspensiva).

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Na pauta

Exemplo em pauta
Em Sol Maior: V → I, cadência perfeita.
Exemplo em pauta
Em Dó Maior: IV → I, cadência plagal.
Exemplo em pauta
Em Dó Maior: V → vi, cadência interrompida.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

ii–V no fim de uma frase, sem chegar ao I, é…

A cadência sem sensível que soa a «amém» é…

💡 Truque para memorizar: «Perfeita = ponto final; plagal = amém; interrompida = surpresa; meia = vírgula.»

A cadência plagal é a progressão:

✘ V–I é a cadência PERFEITA (autêntica) — a que traz a sensível.
✘ V–vi é a interrompida: a da surpresa.
✘ ii–V é meio caminho: prepara a cadência mas não a consuma.
✔ IV–I: subdominante → tónica, sem sensível — som «de amém».

Na cadência interrompida, o V resolve em:

✘ Se resolvesse em I era a cadência perfeita — sem interrupção nenhuma.
✘ O IV vem ANTES da dominante (função subdominante), não depois.
✘ Ficar em V é a MEIA cadência: repouso suspensivo, não engano.
✔ O ouvido espera a tónica, mas o baixo sobe para o 6.º grau (V–vi).
Resumo da secção
  • Perfeita V–I; plagal IV–I.
  • Interrompida V–vi; meia cadência termina em V.
  • Cifrar os dois últimos acordes decide.

3As claves de dó✓ concluída

Em uma frase: As claves de dó fixam o Dó central numa linha da pauta e servem os registos médios: dó na 3.ª linha (contralto — viola de arco) e dó na 4.ª (tenor — violoncelo, fagote e trombone no agudo).

Passo a passo

  1. Localize a linha apontada pelo centro da clave: é o Dó central.
  2. Contralto (3.ª linha): linhas Fá–Lá–Dó–Mi–Sol; espaços Sol–Si–Ré–Fá.
  3. Tenor (4.ª linha): linhas Ré–Fá–Lá–Dó–Mi; espaços Mi–Sol–Si–Ré.
  4. Leia por relação ao Dó central e pratique: cada clave nova exige alguns minutos de leitura diária até se tornar automática.

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Na pauta

Exemplo em pauta
Clave de dó na 3.ª linha: Dó–Mi–Sol–Si.
Exemplo em pauta
Clave de dó na 4.ª linha (tenor): Dó–Si–Sol–Mi.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Em clave de dó na 3.ª linha, a 1.ª linha é…

Em clave de tenor, o 4.º espaço é…

💡 Truque para memorizar: «A clave de dó é um alvo: a linha que ela aponta é o Dó central; o resto conta-se a partir daí.»

A clave de dó na 3.ª linha é a clave habitual de que instrumento?

✘ O violino lê em clave de sol — registo agudo.
✘ O violoncelo vive na clave de fá (e visita a de dó na 4.ª no registo agudo).
✘ O contrabaixo lê clave de fá, soando ainda uma oitava abaixo.
✔ A viola lê em clave de contralto (dó na 3.ª linha).

Na clave de dó da 4.ª linha, o Dó central está:

✘ Na 3.ª linha ficaria com a clave de dó na 3.ª (contralto) — esta é a de tenor.
✘ A clave de dó aponta sempre para uma LINHA, nunca para um espaço.
✘ Linhas suplementares são recurso das claves de sol e fá; a clave de dó traz o Dó central para DENTRO da pauta.
✔ A clave de dó fixa sempre o Dó central na linha em que se apoia.
Resumo da secção
  • Clave de dó: Dó central na linha indicada.
  • 3.ª linha = contralto (viola); 4.ª = tenor (violoncelo, fagote, trombone).
  • Ler por relação ao Dó central.

4Síncopa, contratempo e anacrusa✓ concluída

Em uma frase: Três formas de brincar com o acento: a síncopa prolonga um som da parte fraca sobre a forte; o contratempo cala a parte forte e soa na fraca; a anacrusa começa a frase antes do primeiro tempo forte.

Passo a passo

  1. Marque os tempos fortes do compasso.
  2. Síncopa: uma nota ataca numa parte fraca e atravessa o tempo forte seguinte — o acento desloca-se.
  3. Contratempo: pausa no tempo forte, nota na parte fraca, sem prolongamento.
  4. Anacrusa: nota(s) que antecedem o 1.º compasso completo; o último compasso costuma completá-las.

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Na pauta

Exemplo em pauta
Síncopa: a semínima central prolonga a parte fraca sobre a forte.
Exemplo em pauta
Contratempo: pausas nos apoios, ataques nas partes fracas.
Exemplo em pauta
Anacrusa: a frase começa antes do 1.º compasso completo.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Pausa no tempo forte e nota na parte fraca, sem ligadura, é…

Uma síncopa regular…

💡 Truque para memorizar: «Síncopa atravessa, contratempo esquiva, anacrusa antecipa.»

A diferença essencial entre síncopa e contratempo é:

✘ Pausas nos tempos fortes definem o CONTRATEMPO — é a outra personagem.
✘ O contratempo existe em qualquer compasso, não só no 6/8.
✘ Há diferença, e importante: uma prolonga o som sobre o apoio, a outra cala-o.
✔ Síncopa = prolongamento sobre o tempo forte; contratempo = silêncio no tempo forte.

A anacrusa é:

✘ O último compasso pode até COMPLETAR a anacrusa, mas ela vive no início.
✘ A anacrusa é som, não silêncio: nota(s) a soar antes do primeiro apoio.
✘ Quiálteras dividem valores; a anacrusa é uma questão de posição no compasso.
✔ Começar «em levare»: o compasso inicial fica incompleto e completa-se no final.
Resumo da secção
  • Síncopa: som da parte fraca prolongado sobre a forte.
  • Contratempo: forte em pausa, fraca com som.
  • Anacrusa: notas antes do 1.º tempo forte.

5Ornamentos✓ concluída

Em uma frase: Ornamentos são notas pequenas ou sinais que decoram a nota principal: trilo (alternância rápida com a vizinha superior), mordente (alternância única), grupeto (contorno pelas vizinhas), apogiatura (apoio que rouba valor) e acciaccatura (apogiatura rapidíssima).

Passo a passo

  1. Identifique o sinal ou a nota pequena e a nota principal a que se aplica.
  2. Trilo (tr): principal–superior–principal–superior… durante todo o valor da nota.
  3. Mordente: principal–vizinha–principal, uma só vez (superior sem traço, inferior com traço). Grupeto: superior–principal–inferior–principal.
  4. Apogiatura: nota estranha apoiada no tempo, tira metade do valor à principal; acciaccatura (nota pequena cortada): o mais rápida possível.

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
Trilo (tr).
Exemplo em pauta
Mordente.
Exemplo em pauta
Grupeto.
Exemplo em pauta
Apogiatura: o Ré apoia-se e resolve em Dó.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

O ornamento que alterna rapidamente com a nota superior durante todo o valor é…

A nota pequena cortada por um traço é…

💡 Truque para memorizar: «Trilo treme, mordente morde uma vez, grupeto dá a volta, apogiatura apoia, acciaccatura esmaga.»

O ornamento que contorna a nota real pelas vizinhas superior e inferior é o:

✘ O trilo alterna insistentemente com UMA vizinha (a superior) — não faz o contorno completo.
✘ O mordente é uma alternância única e rápida, sem passar pelas duas vizinhas.
✘ O portamento arrasta o som entre duas notas — nem sequer usa vizinhas escritas.
✔ O grupeto «rodeia» a nota real (ex.: Ré–Dó–Si–Dó sobre a nota Dó).

A acciaccatura distingue-se da apogiatura longa por:

✘ A altura é a mesma da apogiatura; o traço corta o VALOR, não muda a nota.
✘ Pode resolver a subir ou a descer, como qualquer apogiatura.
✘ Usa-se do Barroco a Chopin e além — a diferença é de execução, não de época.
✔ É a nota pequena cortada por um traço: rapidíssima, encostada à nota real.
Resumo da secção
  • Trilo: alternância contínua com a superior.
  • Mordente: uma alternância; grupeto: volta pelas vizinhas.
  • Apogiatura tira valor; acciaccatura é rapidíssima.

6Modulação a tons vizinhos✓ concluída

Em uma frase: Modular é mudar de tonalidade dentro da peça. Os tons vizinhos diferem no máximo numa alteração; o sinal mais fiável de modulação é o aparecimento da nova sensível.

Passo a passo

  1. Liste os vizinhos de Dó Maior: Sol M (1♯), Fá M (1♭) e as relativas lá m, mi m, ré m.
  2. Procure alterações persistentes: Fá♯ repetido → Sol Maior; Si♭ → Fá Maior; Sol♯ → lá menor (a sua sensível).
  3. Confirme pela cadência: onde a música repousa (V–I) é a nova tónica.
  4. Regresso: quando as alterações estranhas desaparecem, voltou-se ao tom principal.

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
De Dó Maior para Sol Maior: o Fá# denuncia a nova sensível.
Exemplo em pauta
De Dó Maior para Lá menor: aparece o Sol#.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Em Sol Maior aparece Dó♯ repetido e a frase repousa em Ré. Modulou para…

São vizinhos de Fá Maior…

💡 Truque para memorizar: «Siga a sensível»: a alteração estranha que insiste em subir meio-tom para uma nota de repouso é a sensível do novo tom.

Num trecho em Dó Maior aparece sistematicamente Si♭ e a música repousa em Fá. Modulou para:

✘ Sol Maior traria Fá# — precisamente o oposto do Si♭ que aparece.
✘ Ré menor usaria Dó# (a sua sensível) e repousaria em Ré, não em Fá.
✘ Si♭ Maior precisaria TAMBÉM de Mi♭; um só bemol aponta para Fá Maior.
✔ O Si♭ é a alteração de Fá Maior (tom vizinho da subdominante).

São tons vizinhos de Dó Maior:

✘ Ré Maior (2♯) e Mi Maior (4♯) distam demasiado de Dó Maior — não são vizinhos.
✘ Lá menor é A relativa, mas a vizinhança inclui mais quatro tonalidades.
✘ Todos não: vizinhança exige armação igual ou a uma alteração de distância.
✔ Relativa + tonalidades a uma alteração de distância (e as suas relativas).
Resumo da secção
  • Vizinhos: ± 1 alteração + relativas.
  • Nova sensível = sinal de modulação.
  • A cadência confirma a nova tónica.

7As oito claves e o transporte à vista✓ concluída

Em uma frase: Há 8 posições de clave (sol 1.ª/2.ª, dó 1.ª–4.ª, fá 3.ª/4.ª) e as contíguas distam sempre uma 3.ª. Por isso, imaginar outra clave dá às notas outro nome — é o princípio do transporte à vista.

Passo a passo

  1. Ordene as claves do agudo para o grave: sol 1.ª, sol 2.ª, dó 1.ª, dó 2.ª, dó 3.ª, dó 4.ª, fá 3.ª, fá 4.ª.
  2. A mesma posição na pauta muda de nome por 3.as ao passar de uma clave para a contígua.
  3. Para transportar à vista, escolha a clave que dá à tónica o nome pretendido, ajuste a armação mentalmente e corrija a oitava.
  4. Transcrição ≠ transposição: mudar só a clave mantendo o som é transcrever.
ClaveNota na 2.ª linha
sol 2.ªSol
dó 1.ªMi
dó 3.ªLá
dó 4.ªFá
fá 4.ªSi

Na pauta

Exemplo em pauta
O mesmo Dó central escrito em quatro claves: sol, dó na 3.ª, dó na 4.ª e fá na 4.ª.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Quantas posições de clave de dó existem?

Copiar uma melodia da clave de sol para a de dó na 3.ª mantendo os sons é…

💡 Truque para memorizar: «2 + 4 + 2 = 8 claves; vizinhas a uma 3.ª.» Para transportar à vista: troque a clave na cabeça, não as notas no papel.

Quantas posições de clave existem no total?

✘ 3 são as ESPÉCIES (sol, dó e fá); as posições multiplicam-se pelas linhas que ocupam.
✘ 5 é o número de linhas da pauta — coincidência tentadora, mas a conta é 2 + 4 + 2.
✘ 7 esquece uma: sol tem duas posições, dó tem quatro e fá tem duas.
✔ Sol: 1.ª e 2.ª; dó: 1.ª a 4.ª; fá: 3.ª e 4.ª — oito posições, e as contíguas distam uma 3.ª.

Copiar um trecho da clave de sol para a clave de dó na 3.ª linha, mantendo os mesmos sons, é:

✘ Transposição mudaria o SOM real; aqui só mudou a roupa (a clave).
✘ Modulação é mudar de TONALIDADE dentro da música — nada disso aconteceu.
✘ Inversão vira intervalos ou acordes de pernas para o ar; copiar não inverte nada.
✔ Mudou a escrita, não o som. Transposição implica mudar a altura real do trecho.
Resumo da secção
  • 8 posições: sol 2, dó 4, fá 2.
  • Claves contíguas distam uma 3.ª.
  • Transporte à vista = imaginar outra clave; transcrição = só reescrever.

8Cadência autêntica: perfeita vs. imperfeita✓ concluída

Em uma frase: A cadência V–I é perfeita quando ambos os acordes estão no estado fundamental e o soprano termina na tónica; caso contrário é imperfeita. O 6/4 cadencial (I em 2.ª inversão antes do V) prepara a dominante.

Passo a passo

  1. Verifique o baixo: V e I estão no estado fundamental?
  2. Verifique o soprano: termina na tónica? Se sim a ambas → perfeita.
  3. Soprano na 3.ª ou na 5.ª, ou acordes invertidos → imperfeita: conclusiva, mas menos definitiva.
  4. Antes do V pode surgir o I em 2.ª inversão — o 6/4 cadencial — que reforça e adia a dominante.

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
Duas cadências V–I em Dó Maior: perfeita (soprano termina na tónica) e imperfeita (termina na 3.ª).

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

V–I com o soprano a terminar na 5.ª do acorde é…

O 6/4 cadencial é…

💡 Truque para memorizar: «Perfeita = tudo no lugar: baixo na fundamental, soprano na tónica.» O 6/4 cadencial é a tónica a bater à porta da dominante.

Na cadência autêntica perfeita, a voz superior termina:

✘ Se o soprano acaba na 3.ª, a cadência autêntica fica IMPERFEITA.
✘ Na 5.ª, o mesmo: conclusiva, mas sem o «ponto final» perfeito.
✘ A sensível é tensão pura — terminar nela deixava tudo em suspenso.
✔ Soprano na tónica e acordes no estado fundamental — máxima sensação conclusiva.

O «6/4 cadencial» é:

✘ O IV em 1.ª inversão é outro recurso; o 6/4 cadencial pertence à TÓNICA.
✘ Não é fórmula de compasso: 6/4 aqui são os intervalos sobre o baixo (6.ª e 4.ª).
✘ O V com 7.ª é o V7 — vem DEPOIS do 6/4 cadencial, não é ele.
✔ I⁶⁴ → V → I: a tónica em 2.ª inversão prepara e realça a dominante.
Resumo da secção
  • Perfeita: V e I fundamentais + soprano na tónica.
  • Imperfeita: soprano na 3.ª/5.ª ou inversões.
  • I⁶⁴ – V – I: 6/4 cadencial.

9Instrumentos e vozes✓ concluída

Em uma frase: Os instrumentos agrupam-se por como produzem o som — cordas (friccionadas, dedilhadas, percutidas), sopros de madeira e de metal, percussão — e as vozes por registo: soprano, meio-soprano, contralto, tenor, barítono, baixo.

Passo a passo

  1. Pergunte «o que vibra?»: corda → cordas; ar num tubo → sopros; membrana ou corpo sólido → percussão.
  2. Nos sopros, pergunte «como se sopra?»: palheta ou bisel → madeiras (flauta, oboé, clarinete, fagote, saxofone); bocal → metais (trompa, trompete, trombone, tuba).
  3. Percussão: altura definida (timbales, xilofone) ou indefinida (caixa, pratos).
  4. Vozes, do agudo ao grave: soprano, meio-soprano, contralto (femininas); tenor, barítono, baixo (masculinas).
FamíliaExemplos
Cordas friccionadasviolino, viola, violoncelo, contrabaixo
Cordas dedilhadas / percutidasharpa, guitarra / piano
Madeirasflauta, oboé, clarinete, fagote, saxofone
Metaistrompa, trompete, trombone, tuba
Percussãotimbales, caixa, pratos, xilofone

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

O saxofone é…

A voz masculina intermédia é…

💡 Truque para memorizar: «Classifica-se pelo modo de tocar, não pelo material»: saxofone e flauta metálica são madeiras.

O clarinete pertence à família:

✘ Apesar de poder ser feito de metal, a emissão por PALHETA classifica-o nas madeiras.
✘ Cordas dedilhadas são a harpa e a guitarra — o clarinete não tem cordas.
✘ Percussão bate-se; o clarinete sopra-se.
✔ Classifica-se pela emissão (palheta), não pelo material: é uma madeira, como o oboé e o fagote.

A voz feminina mais grave é:

✘ O soprano é a voz feminina mais AGUDA — o extremo oposto.
✘ O meio-soprano fica a meio: ainda há uma voz mais grave do que ele.
✘ O barítono é voz MASCULINA (entre o tenor e o baixo).
✔ Femininas: soprano → meio-soprano → contralto. O barítono é voz masculina.
Resumo da secção
  • Cordas, sopros (madeiras/metais), percussão.
  • Madeira vs metal decide-se pela embocadura.
  • Vozes: S, MS, A / T, Bar, B.