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2.º Grau — Clave de fá, armações e escala maior

Leitura em clave de fá, armações e círculo de quintas, a grande pauta e os índices de altura, cifras, pontos de aumentação e normas de escrita, escala maior e intervalos numéricos.

0 / 9 secções

1A clave de fá✓ concluída

Em uma frase: A clave de fá marca o Fá na 4.ª linha (entre os dois pontos) e serve os sons graves; o Dó central fica na 1.ª linha suplementar superior — a fronteira com a clave de sol.

Passo a passo

  1. Localize o Fá: os dois pontos da clave abraçam a 4.ª linha.
  2. Desça por graus a partir do Fá: 3.ª linha Ré, 2.ª Si, 1.ª Sol; suba: 5.ª linha Lá. Espaços, de baixo para cima: Lá–Dó–Mi–Sol.
  3. Dó central: uma nota acima do Lá da 5.ª linha — na 1.ª linha suplementar superior.
  4. Não misture com a clave de sol: a mesma posição na pauta tem nome diferente. Memorize cada clave a partir da sua nota de referência.

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Na pauta

Exemplo em pauta
Clave de fá: Sol (1.ª linha), Si (2.ª linha) e Ré (3.ª linha).

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Em clave de fá, a nota da 2.ª linha é…

O 2.º espaço da clave de fá é…

💡 Truque para memorizar: Linhas «SOL SI RÉ FÁ LÁ» — «Só Sei Rezar Fazendo Laços»; espaços «LÁ DÓ MI SOL».

Na clave de fá, a nota da 4.ª linha é:

✘ Ré é a 3.ª linha nesta clave; a nota que a batiza fica onde os dois pontos se apoiam.
✘ Lá é a 5.ª linha — uma acima da que dá nome à clave.
✘ Sol é a 1.ª linha desta clave, o extremo oposto.
✔ É a linha onde a clave se apoia (entre os dois pontos): Fá.

O Dó central, em clave de fá, escreve-se:

✘ Na 3.ª linha da clave de fá mora o Ré.
✘ No 2.º espaço está um dó… mas o dó grave (dó2), uma oitava abaixo do central.
✘ Na suplementar INFERIOR fica na clave de SOL; na de fá o Dó central está do lado agudo, em cima.
✔ Em clave de sol fica na suplementar inferior; em clave de fá, na suplementar superior.
Resumo da secção
  • Clave de fá: Fá na 4.ª linha.
  • Linhas Sol–Si–Ré–Fá–Lá; espaços Lá–Dó–Mi–Sol.
  • Dó central na 1.ª linha suplementar superior.

2Armações de clave✓ concluída

Em uma frase: A armação reúne junto à clave as alterações fixas da tonalidade. Os sustenidos entram por ordem fixa (Fá Dó Sol Ré Lá Mi Si) e os bemóis pela ordem inversa (Si Mi Lá Ré Sol Dó Fá).

Passo a passo

  1. Decore a ordem dos sustenidos: Fá–Dó–Sol–Ré–Lá–Mi–Si — cada um está uma 5.ª acima do anterior.
  2. A ordem dos bemóis é o espelho: Si–Mi–Lá–Ré–Sol–Dó–Fá.
  3. Tonalidade maior com sustenidos: meio-tom acima do último sustenido (1♯ = Fá♯ → Sol Maior; 2♯ → Ré Maior).
  4. Com bemóis: a tónica é o penúltimo bemol (3♭: Si♭ Mi♭ Lá♭ → Mi♭ Maior). Com um só bemol, decore: Fá Maior.

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Na pauta

Exemplo em pauta
1 sustenido: Sol Maior.
Exemplo em pauta
2 bemóis: Si♭ Maior.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Armação com 2 sustenidos (Fá♯, Dó♯): que tonalidade maior?

Armação com 4 bemóis (Si♭ Mi♭ Lá♭ Ré♭): que tonalidade maior?

💡 Truque para memorizar: «Fá Dó Sol Ré Lá Mi Si» — «Fado Sol Real, Lá Mistura Sim». Sustenidos: olhe para o último e suba meio-tom; bemóis: olhe para o penúltimo.

A ordem dos sustenidos na armação começa por:

✘ Dó é o 2.º sustenido da série, que sobe por 5.as a partir de outra nota.
✘ Sol é o 3.º da série (a seguir a Fá e Dó).
✘ Si é o ÚLTIMO dos sete sustenidos — é onde a série acaba (e onde a dos bemóis começa).
✔ Fá–Dó–Sol–Ré–Lá–Mi–Si (ciclo de quintas ascendentes).

A armação com 3 bemóis (Si♭, Mi♭, Lá♭) corresponde a que tonalidade maior?

✘ Lá♭ é o último bemol desta armação; a tónica lê-se no PENÚLTIMO.
✘ Si♭ Maior tem só 2 bemóis (Si♭ e Mi♭).
✘ Fá Maior tem apenas 1 bemol; com três já se andou mais duas casas.
✔ O penúltimo bemol dá a tónica: Mi♭ Maior.
Resumo da secção
  • Ordem dos ♯: Fá Dó Sol Ré Lá Mi Si; dos ♭: a inversa.
  • Com ♯: tónica = último ♯ + meio-tom.
  • Com ♭: tónica = penúltimo ♭ (1♭ = Fá Maior).

3Ponto de aumentação e ligaduras✓ concluída

Em uma frase: O ponto à direita da nota acrescenta-lhe metade do valor; a ligadura de prolongação soma duas notas iguais, a de expressão pede legato entre notas diferentes.

Passo a passo

  1. Ponto de aumentação: valor + metade. Semínima pontuada = 1 + ½ = 1½ tempos; mínima pontuada = 2 + 1 = 3 tempos.
  2. Não confunda com o ponto de staccato: o de aumentação fica à direita da cabeça da nota; o de staccato por cima ou por baixo.
  3. Ligadura de prolongação: liga duas notas com o mesmo nome e altura — o som continua e somam-se os valores (serve para atravessar a barra de compasso).
  4. Ligadura de expressão: abrange notas diferentes e significa legato — não soma valores.

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Na pauta

Exemplo em pauta
Semínima pontuada: 1 tempo e meio.
Exemplo em pauta
A 1.ª ligadura (Dó–Ré) é de expressão; a 2.ª (Mi–Mi) é de prolongação.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Uma colcheia pontuada vale…

Duas notas Sol–Sol, iguais, unidas por uma ligadura são…

💡 Truque para memorizar: «Ponto à direita engorda, ponto por cima emagrece.» Ligadura: notas iguais somam, notas diferentes ligam.

Uma mínima pontuada vale, em 4/4:

✘ 2 tempos é a mínima SEM ponto — o ponto tem de acrescentar alguma coisa.
✘ 2 tempos e meio seria acrescentar um quarto; o ponto acrescenta METADE do valor (1 tempo).
✘ 4 tempos é a semibreve; a mínima pontuada fica um tempo aquém.
✔ Mínima (2) + metade (1) = 3 tempos.

A ligadura de prolongação une:

✘ Entre notas de nomes diferentes a ligadura é de EXPRESSÃO (legato), não de prolongação.
✘ A pauta onde se escrevem é indiferente: o que conta é serem o mesmo som.
✘ Pausas não se ligam — silêncios seguidos somam-se simplesmente.
✔ Se as notas são diferentes, a ligadura é de expressão (legato).
Resumo da secção
  • Ponto de aumentação: + metade do valor.
  • Ligadura de prolongação: mesma nota, soma durações.
  • Ligadura de expressão: notas diferentes, legato.

4A escala maior✓ concluída

Em uma frase: Todas as escalas maiores têm o mesmo desenho — Tom, Tom, meio-Tom, Tom, Tom, Tom, meio-Tom — só muda a nota de partida. As alterações (♯ e ♭) existem para manter esse desenho.

Passo a passo

  1. Escreva as oito notas a partir de Sol: Sol – Lá – Si – Dó – Ré – Mi – Fá – Sol.
  2. Meça cada passo com o teclado: Sol–Lá T ✓ · Lá–Si T ✓ · Si–Dó mT ✓ · Dó–Ré T ✓ · Ré–Mi T ✓ · Mi–Fá mT ✗ (devia ser T) · Fá–Sol T ✗ (devia ser mT).
  3. Corrija com uma alteração. Subir o Fá para Fá♯ resolve os dois erros de uma vez: Mi–Fá♯ passa a tom e Fá♯–Sol a meio-tom.
  4. Conclusão: Sol Maior tem um sustenido (Fá♯). Esse sustenido é a armação de clave da tonalidade.

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Na pauta

Exemplo em pauta
Esta escala pretende ser Sol Maior mas falta o Fá#: sem ele, o meio-tom 7–8 desaparece.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Para construir Ré Maior (Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré), que notas precisam de sustenido?

Em Fá Maior (Fá Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá), o Si tem de…

💡 Truque para memorizar: Cante a escala de Dó (a que toda a gente sabe) a partir da nova nota. A nota que «desafinar» ao ouvido é a que precisa de alteração — e, com sustenidos, a tónica está sempre meio-tom acima do último sustenido.

Na escala maior, os meios-tons ficam entre os graus:

✘ Entre 2–3 e 5–6 há tons inteiros; recite a estrutura T–T–mT–T–T–T–mT.
✘ A escala maior arranca com DOIS tons inteiros — o primeiro meio-tom só chega em 3–4.
✘ Entre 4–5 e 6–7 há tons; os meios-tons fecham cada metade da escala: 3–4 e 7–8.
✔ T–T–mT–T–T–T–mT: meios-tons em 3–4 e 7–8.

A escala de Ré Maior tem as alterações:

✘ Só Fá# é Sol Maior; Ré Maior fica uma 5.ª acima e ganha mais um sustenido.
✘ Si♭ pertence ao lado dos bemóis (Fá Maior); Ré Maior vive do lado dos sustenidos.
✘ Fá#, Dó# e Sol# são 3 sustenidos — isso já é Lá Maior.
✔ Ré Maior tem 2 sustenidos: Fá# e Dó# (armação de 2 sustenidos).
Resumo da secção
  • Desenho fixo: T–T–mT–T–T–T–mT (meios-tons em 3–4 e 7–8).
  • Constrói-se medindo passo a passo e corrigindo com ♯ ou ♭.
  • As alterações necessárias são a armação de clave da tonalidade.

5Intervalos: classificação numérica✓ concluída

Em uma frase: Um intervalo é a distância entre duas notas; o seu número conta os nomes de nota abrangidos, incluindo as duas pontas (Dó–Fá = Dó, Ré, Mi, Fá = 4.ª).

Passo a passo

  1. Escreva as duas notas e conte pelos nomes, sem saltar nenhum, incluindo a primeira e a última.
  2. Dê o nome ordinal: 2 nomes = 2.ª, 3 = 3.ª … 8 = 8.ª (oitava). A mesma nota repetida é uníssono.
  3. Atalho na pauta: linha–linha vizinhas = 3.ª; linha–espaço vizinhos = 2.ª; duas linhas de intervalo = 5.ª.
  4. Ouça: quanto maior o número, mais o intervalo «abre».

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Na pauta

Exemplo em pauta
Sol–Mi: conta Sol, Lá, Si, Dó, Ré, Mi = 6.ª.

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Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Lá–Ré (ascendente) é uma…

Fá–Ré (ascendente) é uma…

💡 Truque para memorizar: Conte pelos dedos dizendo os nomes em voz alta, começando na primeira nota — «Dó(1) Ré(2) Mi(3) Fá(4)»: o último número é o intervalo.

O intervalo Dó–Sol (ascendente) é uma:

✘ Conte incluindo as DUAS notas: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol são cinco nomes, não quatro.
✘ 6.ª seria Dó–Lá; aqui paramos uma nota antes.
✘ 3.ª é Dó–Mi; de Dó a Sol o caminho é maior.
✔ Dó, Ré, Mi, Fá, Sol = 5 nomes → 5.ª.

O intervalo Mi–Lá (ascendente) é uma:

✘ 3.ª seria Mi–Sol; o Lá fica um degrau acima.
✘ 5.ª seria Mi–Si; contando Mi, Fá, Sol, Lá só há quatro nomes.
✘ 2.ª é entre vizinhas (Mi–Fá); Mi–Lá abrange quatro nomes de nota.
✔ Mi, Fá, Sol, Lá = 4 nomes → 4.ª.
Resumo da secção
  • Intervalo = distância entre duas notas.
  • Número = nomes abrangidos, com as duas pontas.
  • Linha–linha vizinhas: 3.ª; linha–espaço: 2.ª.

6O círculo das quintas✓ concluída

Em uma frase: As armações não são arbitrárias: subindo por 5.as (Dó→Sol→Ré…) soma-se um sustenido de cada vez; descendo por 5.as (Dó→Fá→Si♭…) soma-se um bemol. O círculo das quintas é o mapa de todas as tonalidades.

Passo a passo

  1. Parta de Dó Maior (sem alterações) e suba uma 5.ª: Sol Maior, 1♯. Mais uma: Ré 2♯, Lá 3♯, Mi 4♯, Si 5♯, Fá♯ 6♯, Dó♯ 7♯.
  2. Volte a Dó e desça uma 5.ª: Fá 1♭, Si♭ 2♭, Mi♭ 3♭, Lá♭ 4♭, Ré♭ 5♭, Sol♭ 6♭, Dó♭ 7♭.
  3. Repare: o sustenido novo é sempre a sensível da nova tonalidade; o bemol novo é o seu 4.º grau.
  4. Anel interior: a relativa menor de cada maior (uma 3.ª menor abaixo) partilha a mesma armação.

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Na pauta

Círculo de quintas
O círculo das quintas: maiores no anel exterior, relativas menores no interior, armação ao centro.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Duas quintas acima de Dó Maior está…

Uma quinta abaixo de Fá Maior está…

💡 Truque para memorizar: Pense num relógio: Dó às 12h, sustenidos no sentido dos ponteiros (uma 5.ª por hora), bemóis ao contrário. O número de «horas» é o número de alterações.

Subindo uma 5.ª perfeita a partir de Sol Maior (1 sustenido) chega-se a:

✘ Fá Maior fica no sentido CONTRÁRIO (5.ª abaixo de Dó); subir quintas soma sustenidos, não bemóis.
✘ Lá Maior está a DUAS quintas de Sol e já leva 3 sustenidos.
✘ Dó Maior é de onde se veio (a 5.ª abaixo de Sol); a pergunta pede o sentido ascendente.
✔ Cada passo à 5.ª superior soma um sustenido: Sol (1♯) → Ré (2♯) → Lá (3♯)…

A tonalidade maior com 3 bemóis na armação é:

✘ Si♭ Maior tem 2 bemóis; falta um passo no círculo.
✘ Lá♭ Maior já leva 4 bemóis — passou uma casa.
✘ Sol menor é a RELATIVA de Si♭ Maior (2 bemóis) e, além disso, não é tonalidade maior.
✔ Fá (1♭) → Si♭ (2♭) → Mi♭ (3♭). A sua relativa menor é dó menor.
Resumo da secção
  • Cada 5.ª acima acrescenta um ♯; cada 5.ª abaixo um ♭.
  • Sensível nova = último ♯; 4.º grau novo = último ♭.
  • Relativas menores partilham a armação.

7A grande pauta e os índices de altura✓ concluída

Em uma frase: A grande pauta junta clave de sol e clave de fá em torno do Dó central; os índices de altura (dó1, dó2, dó3…) dizem em que oitava está cada nota.

Passo a passo

  1. Veja as duas pautas como uma só com uma linha «invisível» no meio: essa linha é o Dó central.
  2. Na clave de sol ele fica logo abaixo (1.ª suplementar inferior); na de fá logo acima (1.ª suplementar superior). É a mesma nota.
  3. Numere as oitavas a partir de cada Dó: no sistema franco-belga (Portugal) o Dó central é o dó3; na notação científica internacional é o C4.
  4. Regra: dentro de uma oitava todas as notas partilham o índice do dó em que começou (dó3 ré3 mi3 … si3, e depois dó4).

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
A grande pauta: o Dó central escrito nas duas claves — é o mesmo som.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

A nota Lá logo acima do Dó central chama-se…

Na notação científica, o Dó central é…

💡 Truque para memorizar: «Central é três (franco-belga) ou quatro (científico)» — e o índice só muda quando se passa por um novo Dó.

Na grande pauta, o Dó central escreve-se:

✘ Na 3.ª linha o Dó central só mora na clave de dó (contralto); nas claves da grande pauta ele sai da pauta.
✘ Também existe na clave de sol — é a mesma nota vista do lado de cima.
✘ No 4.º espaço da clave de sol fica um Mi agudo, bem longe do Dó central.
✔ Entre as duas pautas há uma «linha invisível» partilhada: o Dó central.

No sistema franco-belga de índices de altura, o Dó central designa-se:

✘ dó1 é gravíssimo — duas oitavas abaixo do central.
✘ dó2 fica uma oitava abaixo do central (o dó do 2.º espaço da clave de fá).
✘ dó5 é agudíssimo — duas oitavas acima do central.
✔ Dó central = dó3 no sistema franco-belga (na notação científica internacional é o C4).
Resumo da secção
  • Grande pauta = sol + fá; o Dó central é a linha invisível do meio.
  • Franco-belga: Dó central = dó3; científico: C4.
  • O índice muda sempre no Dó.

8Cifras: a nomenclatura anglo-saxónica✓ concluída

Em uma frase: Nas cifras, as notas são letras (C D E F G A B = Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si); a letra sozinha é acorde maior, «m» faz menor, «7» acrescenta a sétima. Em alemão, H é Si e B é Si♭.

Passo a passo

  1. Decore a tabela: A=Lá, B=Si, C=Dó, D=Ré, E=Mi, F=Fá, G=Sol — o alfabeto musical começa em Lá!
  2. Leia a cifra por camadas: letra (fundamental) → m (menor) → 7, maj7, dim… (extensões). C = Dó Maior; Cm = dó menor; G7 = Sol com 7.ª.
  3. Alterações: C♯ / Db são a letra com sustenido ou bemol.
  4. Exceção alemã: H = Si natural, B = Si♭ — é por isso que o nome B-A-C-H se pode tocar (Si♭–Lá–Dó–Si).

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
A progressão C – Am – F – G7 escrita em pauta com as cifras por cima.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

A cifra Em corresponde a…

Em alemão, o acorde de Si♭ Maior escreve-se…

💡 Truque para memorizar: «A de Lá»: o alfabeto musical começa em Lá (A), por isso o Dó é C. Letra grande = maior; «m» pequeno = menor.

A cifra Am corresponde a:

✘ Lá Maior escreve-se A sozinho — o «m» minúsculo muda o modo.
✘ Mi seria a letra E (mi menor = Em).
✘ Sol é a letra G; o A é sempre lá.
✔ A = lá; o «m» minúsculo indica o modo menor: Am = lá menor.

Na nomenclatura alemã, a letra H designa:

✘ O si bemol, na tradição alemã, é justamente o B — daí nascer a confusão.
✘ Sol sustenido escreve-se Gis em alemão; o H não leva alteração nenhuma.
✘ Dó é C em todas as nomenclaturas de letras.
✔ H = si natural e B = si bemol — herança da notação medieval alemã.
Resumo da secção
  • C D E F G A B = Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si.
  • Letra = maior; m = menor; 7 = sétima.
  • Alemão: H = Si, B = Si♭.

9Pontos duplos e normas de escrita✓ concluída

Em uma frase: O segundo ponto vale metade do primeiro (mínima com dois pontos = 3½ tempos); a boa escrita agrupa as figuras por tempos para o compasso se ler de uma vez.

Passo a passo

  1. Ponto duplo: figura + ½ + ¼. Mínima·· = 2 + 1 + ½ = 3½ tempos; semínima·· = 1 + ½ + ¼ = 1¾.
  2. Barramento: colcheias e semicolcheias ligam-se em grupos que mostram cada tempo — em 4/4 grupos de duas colcheias, em 6/8 de três.
  3. Pausas: escrevem-se onde os tempos começam — nunca «esconda» o início de um tempo com uma pausa longa a meio.
  4. Hastes: para cima quando a nota está abaixo da 3.ª linha, para baixo quando está acima.

Ouvir os conceitos

Na pauta

Exemplo em pauta
Mínima com ponto duplo e a sua equivalência: mínima ligada a semínima e colcheia.

Experimente

Prática livre — não conta para o progresso; pode errar à vontade.

Uma semínima com ponto duplo vale…

Em 6/8, as colcheias devem agrupar-se…

💡 Truque para memorizar: «Cada ponto vale metade do anterior»; e a barra das colcheias deve deixar ver os tempos — se não vê onde cai o tempo, está mal agrupado.

Em 4/4, uma mínima com ponto duplo vale:

✘ 2 tempos e meio esquece o 1.º ponto: os pontos somam-se em cadeia (2 + 1 + ½).
✘ 3 tempos é a mínima com UM ponto; o segundo acrescenta ainda meio tempo.
✘ 4 tempos é a semibreve — o ponto duplo fica meio tempo aquém.
✔ 2 (mínima) + 1 (1.º ponto) + ½ (2.º ponto) = 3,5 tempos.

O barramento correto das colcheias deve:

✘ Ligar tudo esconde onde começa cada tempo — atrapalha a leitura em vez de a ajudar.
✘ As barras existem precisamente para ajudar a ler; evitá-las é que seria erro.
✘ A direção da melodia decide as HASTES (para cima ou para baixo), não o agrupamento.
✔ Agrupar por tempos torna visível a estrutura do compasso — é a norma essencial da escrita rítmica.
Resumo da secção
  • Ponto duplo: + ½ + ¼ do valor.
  • Agrupar figuras por tempos (2 em X/4, 3 em X/8).
  • Pausas no lugar do tempo; hastes conforme a altura.